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por Estado de Minas

O julgamento do empresário Thiago Brennand, 43, será retomado nesta quarta-feira (21), em um processo no qual ele é acusado de ter estuprado uma mulher americana que vive no Brasil. Duas testemunhas de defesa serão ouvidas durante a sessão. A previsão é que ele também seja interrogado.

 

A audiência virtual começou às 14h e é conduzida pelo juiz Fernando Henrique Masseroni Mayer, da 2ª Vara de Porto Feliz, no interior de São Paulo. O acusado vai acompanhar a sessão de uma sala de videoconferência no CDP (Centro de Detenção Provisória) 1 de Pinheiros, onde está preso desde o final de abril, quando foi extraditado dos Emirados Árabes.

 

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Concluída a audiência, acusação e defesa terão cinco dias cada (totalizando dez dias) para apresentar suas alegações finais -os prazos podem se estender caso alguma das partes solicite novas diligências à Justiça. Depois, o juiz terá mais dez dias para apresentar sua decisão.

 

A primeira etapa da audiência de instrução ocorreu no final de maio, também de forma virtual. Na ocasião, foram ouvidos a vítima e três testemunhas de defesa. O Ministério Público não convocou nenhuma testemunha de acusação.

 

A defesa de Brennand considerou positivos os resultados da primeira audiência. "Foram apresentados fatos novos, que colocam em xeque a narrativa sobre o crime alegado. No momento oportuno, novos esclarecimentos serão apresentados", disse em nota o advogado Alexandre Queiroz, que defende a inocência do cliente.

 

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O empresário e herdeiro já teve seis prisões preventivas decretadas e responde criminalmente em nove processos por denúncias de crimes sexuais, como estupro, e agressões.

 

A americana que acusa Brennand de estupro foi ouvida pelo NAVV (Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência) do Ministério Público de São Paulo e disse que manteve relacionamento com o empresário por cerca de dois meses.

 

Eles se conheceram porque a mulher queria comprar um cavalo e visitou a Fazenda Boa Vista, condomínio localizado em Porto Feliz, interior de São Paulo, onde o empresário tem uma casa. Em depoimento, ela disse que o homem inicialmente apresentava comportamento gentil, mas que eventualmente passou a agir de maneira agressiva, costumava xingá-la e a obrigou a manter relações sexuais com ele.

 

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A mulher também afirma que foi ameaçada com uma arma por Brennand e que, durante os dias que eles ficaram juntos no interior, ela pedia para voltar a São Paulo, mas ele não deixava. Além disso, ela afirma que o empresário a teria ameaçado, dizendo que tinha gravado cenas íntimas dos dois.

 

A denúncia da Promotoria foi aceita pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, que decretou também a prisão preventiva do réu em relação a esse caso.

 

Brennand foi extraditado dos Emirados Árabes e desembarcou no Aeroporto de Guarulhos no fim de abril. Ele viajou ao país do Oriente Médio em setembro do ano passado, horas antes de ser denunciado pelo Ministério Público sob a suspeita de ter agredido uma modelo em uma academia da capital -em relação a este caso, a audiência acontece no dia 27 de julho.

 

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Desde que o caso da academia tomou repercussão, ao menos outras dez mulheres denunciaram o empresário. Pelas redes sociais, Brennand sempre negou os crimes sexuais. Poucas semanas antes da extradição, ele gravou um vídeo em que dizia que seria preso injustamente. "Obviamente não estuprei ninguém. Nesse país muita gente tem sede de vingança", afirmou ele.

*

 

ENTENDA OS 6 PEDIDOS DE PRISÃO CONTRA BRENNAND

Após a acusação de agressão à modelo Alliny Helena Gomes, Brennand deixou o Brasil em 4 de setembro, horas antes da denúncia do Ministério Público. O órgão determinou que ele retornasse ao Brasil até 23 de setembro e entregasse o passaporte. Como não cumpriu a medida, ele teve a prisão preventiva decretada no dia 27 de setembro e tornou-se foragido. A viagem inicialmente foi para para Dubai, nos Emirados Árabes.

 

Logo depois, no dia 17 de outubro, a Justiça decretou nova prisão contra Brennand, desta vez sob a acusação de tatuar à força e manter em cárcere privado uma mulher em Porto Feliz, no interior paulista.

 

No dia 4 de novembro, ele teve a terceira prisão preventiva decretada pela Justiça. Na ocasião, os promotores Evelyn Moura Virginio Martins e Josmar Tassignon Júnior apresentaram denúncia contra ele por suspeita de estupro que teria ocorrido também em Porto Feliz.

 

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No dia 10 de fevereiro, o empresário teve a prisão preventiva decretada após denúncia da miss e estudante de medicina Stefanie Cohen. Ela afirma que foi estuprada por Brennand em 2021.

 

No dia 22 de março, foi decretado o quinto pedido de prisão preventiva também por estupro. A reportagem não obteve detalhes sobre a identidade da vítima deste caso.

 

No dia 1º de junho, foi decretado o sexto pedido de prisão preventiva também por estupro. Caso está em segredo de Justiça.

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